PARASITAS, SAPRÓFITAS E PLANTAS INSETIVORAS – COMO AS PLANTAS SE ALIMENTAM... *

PARASITAS, SAPRÓFITAS E PLANTAS INSETIVORAS - COMO AS PLANTAS SE ALIMENTAM CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR (Fonte: Enciclopédia Tecnirama,  Editorial Codex S.A. 1962.) Texto extraído por OCR: PARASITAS, SAPRÓFITAS E PLANTAS INSETIVORAS - COMO AS PLANTAS SE ALIMENTAM

As plantas verdes (com clorofila) po­dem fabricar seu próprio alimento (au­totróficas) através da fotossíntese (sín­tese dos hidratos de carbono, com a ajuda da luz solar como fonte de ener­gia). Algumas plantas, contudo, inclu­sive certas plantas verdes, se fixam em outros vegetais ou animais, e se alimen­tam a suas expensas. São denominadas parasitas, e os organismos por elas ata­cados, hóspedes. Outras plantas, chamadas sapró fitas, se alimentam únicamente de substâncias mortas ou em decomposição. Assim se nutrem os fungos e muitas bactérias e mofos. Há igualmente plantas que formam uma associação muito estreita, da qual recebem benefício mútuo (simbiose). A orquídea ninho-de-pássaro, por exem­plo, forma uma estreita relação com um fungo —"uma combinação" denominada micoriza. Restam ainda outras plantas que complementam seu processo de fa‑ T 2 bricação de alimentos caçando insetos. Estas plantas insetívoras dispõem de mecanismos engenhosos para poder agar­rar suas prêsas. AS PLANTAS PARASITAS Uma grande quantidade de plantas são parasitas. Só uma pequena parte das que dão flôres igualmente o são. A maioria dos fungos são parasitas, alguns dos quais causadores de enfermidades de importância econômica considerável. Exemplos: alfôrra ou ferrugem da ba­tata, o cornicho do centeio e o fungão do trigo. O agárico é uma planta fanerogâmica, parasita de outras como a macieira e o espinheiro, sôbre cujos galhos cresce. É uma exceção entre os parasitas, porque possui fôlhas verdes e pode fabricar par- 4-,e de seu alimento. É um parasita parcial (hemiparasita), cujos apêndices de suc­ção penetram na planta hóspede e rou­bam o alimento que esta fabricou para   Planta nova de agárico sôbre seu hóspede. Am­bos são vistos em corte, para podermos apreciar somo se introduziu. si mesma, como água e minerais. O cres­cimento dêstes apêndices de sucção man­tém o ritmo de crescimento do órgão que os hospeda, de modo que uma vez fixa­do nunca perdem contato com sua fonte de alimentos. Outras parasitas parciais são a eufrásia e a pediculária. Também a cuscuta é uma planta fane­rogâmica parasita. É parasita absoluta, e, como sua parente a corriola (Convol­vulus arvensis), uma trepadeira trepa­dora. Carece de fôlhas (planta afila), pois não podem ser consideradas como tais as diminutas escamas sem clorofila que as substituem. O talo de côr verme­lho brilhante se enrosca nos hóspedes tal como o brezo, a urtiga, a alfafa e o trevo. Quando entra em contato com o caule do hóspede, finca aparatos sugadores especiais (haustórios) que penetram nos tecidos daquele e absorvem alimen­tos. Uma vez que a planta estabeleceu contato com um hóspede, suas raízes frágeis desaparecem e daí passa a de­pender inteiramente dêle. Eventualmen­te produz pequenas flôres rosadas e nu­merosas sementes, o que diminui o risco de que a geração seguinte não encontre hóspedes onde se fincar. A dentária é parasita das raízes do olmo e da castanheira. Suas partes subterrâ­neas criam sugadores que penetram nas raízes destas árvores e assim obtêm ali­mento. A orobanca é outra parasita das raízes das leguminosas, como o tojo, o trevo e a retama.  

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